História
agosto 30, 2026

Sony e Warner acusam Anthropic de treinar Claude com música pirateada

Editoras musicais dizem que a Anthropic obteve ilegalmente milhares de músicas e livros com letras para desenvolver o Claude, buscando indenizações que podem chegar a US$ 150.000 por obra. A empresa de IA não havia comentado antes da publicação.

As editoras musicais apresentam o caso como um teste para saber se empresas de IA podem criar sistemas poderosos com obras criativas obtidas ilegalmente; a posição da Anthropic não estava disponível antes da publicação, deixando as alegações sem resposta.

Sony Music Publishing, Warner Chappell e outras editoras processaram a Anthropic no fim da sexta-feira em um tribunal federal no Norte da Califórnia, nomeando a Anthropic e os cofundadores Dario Amodei e Benjamin Mann. A queixa alega uma “campanha descarada de torrenting, raspagem e download ilegais de obras protegidas por direitos autorais” para desenvolver e lucrar com o Claude.

O processo amplia uma batalha de direitos autorais que já confronta o laboratório de IA. As editoras dizem que a Anthropic obteve milhares de músicas, apontando para obras como Eye of the Tiger, Ain’t No Mountain High Enough, All I Want for Christmas Is You e Paper Rings, de Taylor Swift. Elas alegam que o Claude pode retornar cópias idênticas ou quase idênticas de material protegido e argumentam que o treinamento com esse material permite que letras geradas concorram com compositores humanos.

O relato delas também vai além dos arquivos de música. A queixa afirma que a Anthropic usou arquivos piratas, incluindo Library Genesis e Pirate Library Mirror, adquirindo milhões de livros — entre eles, livros contendo letras e partituras. A alegação ocorre após uma decisão de junho de 2025 que distinguiu entre treinar com livros protegidos por direitos autorais e adquiri-los por meio de pirataria; posteriormente, a Anthropic concordou em pagar mais de US$ 1,5 bilhão para resolver as reivindicações de autores relacionadas a obras pirateadas.

As editoras querem um julgamento por júri e indenizações legais de até US$ 150.000 por composição. “Mesmo as tecnologias mais revolucionárias devem se desenvolver dentro dos limites da lei”, afirmam. Não foi possível contatar a Anthropic para comentar antes da publicação das reportagens, de modo que o processo atualmente apresenta o caso das editoras sem uma resposta pública da empresa.