História
setembro 2, 2026
DLSS 5 Chega com Grandes Promessas — e Questões Ainda Maiores
O DLSS 5 da Nvidia estreará em NBA 2K27 com promessas de visuais mais realistas, mas o suporte limitado, as pesadas exigências de desempenho e a reação negativa às alterações em rostos moderaram o lançamento.
A Nvidia apresenta o DLSS 5 como um grande salto nos gráficos assistidos por IA, enquanto críticos o veem como uma ferramenta que poderia substituir a aparência pretendida de um jogo. Seu primeiro lançamento oferece um teste mais contido dessa divisão — mas apenas para jogadores com novo hardware potente.
O debate começou com a apresentação da Nvidia em março, quando a empresa chamou o DLSS 5 de “o avanço mais significativo da empresa em gráficos computacionais desde a estreia do ray tracing em tempo real em 2018.”1 A tecnologia usa IA para aprimorar as imagens dos jogos, e os desenvolvedores podem escolher quão agressivamente ela afeta elementos individuais de uma cena.
Mas as primeiras demonstrações rapidamente viraram o centro da história. Exemplos foram ridicularizados por mudarem drasticamente a aparência dos personagens, incluindo o que críticos apelidaram de “yassificação” da protagonista Grace Ashcroft, de Resident Evil Requiem. A preocupação não era apenas iluminação mais nítida ou texturas mais ricas; era que uma camada de IA pudesse transformar rostos criados por autores em algo mais próximo de caricaturas brilhantes.1
Em 3 de setembro, a Nvidia colocará o DLSS 5 em seu primeiro jogo oficial, NBA 2K27, às 21h, horário do Pacífico, no PC. Por enquanto, o recurso é oficialmente limitado a GPUs RTX série 50 para desktop e notebook, além do GeForce Now. Jogos destacados em março — incluindo Requiem, EA Sports FC, Starfield e Hogwarts Legacy — ainda não o suportam, e a Nvidia não forneceu um cronograma para uma adoção mais ampla.1
Os novos exemplos do jogo de basquete parecem menos radicais: sombras e texturas adicionadas fazem os jogadores parecerem mais realistas, em vez de refazer visivelmente seus rostos. A Nvidia afirma que os criadores podem direcionar detalhes como folhagem, comida ou talheres, deixando os personagens intocados.1
Ainda assim, a contrapartida de hardware continua severa. A Nvidia estima uma perda de desempenho de 50% a 60%; seu exemplo com uma RTX 5060 em 1080p também depende de uma CPU de ponta e de geração de quadros 6x — um quadro renderizado para cada seis exibidos. A estreia do DLSS 5, portanto, é menos uma volta da vitória do que uma primeira audição rigidamente controlada.1