História
setembro 2, 2026
OpenAI enfrenta alegações de que escolheu o silêncio antes do ataque em Tumbler Ridge
Trinta novos processos acusam a OpenAI de possibilitar o tiroteio na escola de Tumbler Ridge após alertas internos sobre o uso do ChatGPT pela suspeita. A empresa rejeita alegações de que decisões de segurança foram motivadas por política ou relações públicas.
Os autores retratam o sistema de segurança da OpenAI como uma oportunidade perdida de intervir, enquanto a empresa afirma que tomou uma difícil decisão entre risco e privacidade — e não um cálculo moldado por reputação ou política.
A disputa remonta a 10 de fevereiro, quando Jesse Van Rootselaar matou a mãe e o meio-irmão, depois matou seis pessoas e feriu dezenas na Tumbler Ridge Secondary School, na Colúmbia Britânica, antes de morrer por suicídio.1 Os processos subsequentes alegam que os sistemas automatizados da OpenAI haviam sinalizado suas conversas no ChatGPT sobre violência armada e planejamento de ataques, levando a equipe de segurança a recomendar o contato com autoridades canadenses.
Em vez disso, a OpenAI desativou a conta, segundo as queixas — uma medida que, segundo os autores, permitiu que Van Rootselaar retornasse ao criar outra conta com um endereço de e-mail diferente. Em abril, famílias das vítimas apresentaram sete ações. Nesta semana, a Edelson PC acrescentou 30 queixas federais em nome de estudantes, professores e do diretor da escola que estavam presentes durante o ataque, ampliando a alegação de negligência para uma suposta assistência e cumplicidade.1
Essa alegação mais contundente depende da intenção. Os processos sustentam que o acesso contínuo ao ChatGPT foi uma “assistência substancial em si mesma” e um fator-chave no planejamento e na execução do ataque.2 Eles também alegam que Chris Lehane, diretor de assuntos globais da OpenAI, esteve envolvido em uma decisão de não alertar a polícia — uma alegação que os autos reconhecem basear-se em informação e convicção, e não em prova direta.
A OpenAI nega essa versão. Jason Kwon, seu diretor de estratégia, disse ser “absolutamente falso” que Lehane tenha participado da decisão original de encaminhamento ou que os investigadores se reportassem a ele.1 A posição da empresa é que a atividade de Van Rootselaar não atingiu seu limiar interno para um “risco iminente e crível” que exigisse contato com as autoridades policiais; Kwon classificou esse julgamento como imperfeito, mas fundamentado no equilíbrio entre os interesses das pessoas.1
Os autores contestam que a OpenAI agiu mais rapidamente quando seus próprios escritórios enfrentaram uma ameaça posterior, argumentando que o contraste enfraquece sua defesa baseada em privacidade e iminência. Se essa comparação pode estabelecer intenção — e resistir a uma contestação jurídica inicial — está agora no centro dos novos casos.