História
setembro 7, 2026
A subsidiária americana da Inspur expõe as lacunas na lista negra de chips de Washington
Washington afirma que seu regime de controles de exportação protege a segurança nacional, enquanto investigadores e analistas do setor veem uma lista negra que a Inspur შესაძლოა tenha contornado por meio de afiliadas e centros de dados no exterior. A Nvidia afirma que se opõe ao desvio e depende de parceiros para cumprir as regras, mesmo quando a cadeia de suprimentos relatada levanta novas questões sobre supervisão.
Em 2020, o governo Trump colocou a Inspur, uma grande fabricante chinesa de servidores controlada pelo governo provincial de Shandong, em uma lista de empresas ligadas às forças armadas da China. Três anos depois, o governo Biden incluiu o Inspur Group na Lista de Entidades, afirmando que buscava tecnologia americana para supercomputadores militares. A designação proibiu remessas dos EUA sem licença — mas se aplicava a entidades nomeadas, não automaticamente a todas as afiliadas.1
Essa distinção rapidamente se tornou relevante. Logo após a inclusão na lista negra de 2023, a placa da Inspur em um escritório no Vale do Silício foi substituída por Aivres, uma subsidiária americana recém-formada. A empresa supostamente continuou o trabalho de sua controladora enquanto explorava lacunas nas regras; autoridades federais começaram a examinar seus negócios, embora a situação dessa investigação não esteja clara.1
De abril de 2024 a fevereiro de 2026, a Aivres exportou pelo menos US$ 5,6 bilhões em tecnologia avançada dos Estados Unidos para o Sudeste Asiático, incluindo mais de US$ 3 bilhões em sistemas equipados com chips Nvidia Blackwell e equipamentos relacionados, segundo análise de registros comerciais citada pelo The New York Times.1 Os destinatários informados incluíam centros de dados e empresas de tecnologia que atendem Alibaba e ByteDance. Uma rota separada supostamente enviou servidores caros e sem marca da Malásia para a China, onde a recém-criada empresa estatal Maginfra importou mais de US$ 700 milhões em servidores ao longo de seis meses.1
Inspur, Aivres, Maginfra, Alibaba e ByteDance não responderam aos pedidos de comentário; a Megaspeed, outra destinatária sob escrutínio dos EUA, recusou-se a comentar. O porta-voz da Nvidia, John Rizzo, disse que a empresa não apoia o “desvio de produtos” e vende por meio de parceiros respeitáveis que trabalham para cumprir os controles de exportação dos EUA.1
O governo sustenta que impôs o mais rigoroso regime moderno de controles de exportação. Os críticos veem um histórico menos convincente: depois que algumas afiliadas da Inspur foram posteriormente incluídas na lista negra, a Aivres não foi. O analista da SemiAnalysis Jordan Nanos, citando servidores, funcionários e escritórios compartilhados, resumiu o desafio de forma direta: “Eles estão tentando bloquear esta empresa ou não?”1