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setembro 19, 2026

Medidas de Spanberger contra centros de dados recebem elogios — e exigência de ir muito mais longe

Spanberger argumenta que a Virgínia precisa de uma estrutura prática para tornar o crescimento dos centros de dados responsável perante as comunidades, enquanto defensores do meio ambiente e uma importante senadora estadual sustentam que uma responsabilização significativa também deve enfrentar as instalações e os subsídios que já estão remodelando o estado.

A Virgínia, já uma potência nacional em centros de dados, tornou-se um campo de testes para a reação contra a rápida, barulhenta e voraz expansão energética do setor.

Na sexta-feira, a governadora democrata Abigail Spanberger assinou a Ordem Executiva 22, proibindo autoridades do Poder Executivo de assinarem acordos de confidencialidade para projetos de centros de dados, acelerando regras sobre ruído e determinando uma revisão da geração de energia de reserva. Sua estrutura de responsabilização complementar prevê o fim de algumas aprovações por direito, a redução de subsídios selecionados, a inclusão de salvaguardas ambientais e a proteção dos moradores contra custos mais altos de eletricidade. Ela também cria uma força-tarefa sobre IA para examinar ameaças que incluem deslocamento de empregos e privacidade de dados.

Spanberger apresentou o pacote como uma resposta prática a um problema que ultrapassou Washington. “Trata-se de oferecer um acordo melhor para os virginianos”, disse ela, acrescentando que as medidas responsabilizariam “empresas, incorporadores e operadores de centros de dados”. Ela prometeu buscar mais restrições junto à Assembleia Geral, incluindo limites mais amplos ao sigilo em nível local.

A abordagem da governadora representa uma postura mais firme em relação a um setor que a Virgínia há muito tempo busca atrair, mas não é uma moratória. As regras imediatas se aplicam a empreendimentos futuros, enquanto instalações existentes e projetos que já recebem incentivos fiscais permanecem fora de seu alcance.

Essa lacuna define as críticas tanto de ativistas ambientais quanto de legisladores democratas. O presidente do Piedmont Environmental Council, Chris Miller, disse que o plano “aborda em grande parte os padrões para novos centros de dados”, sem enfrentar o que já foi construído, o que está em andamento e o que impõe ônus cumulativos às comunidades.

A senadora estadual L. Louise Lucas, que tem combatido os cerca de US$ 2 bilhões em incentivos fiscais da Virgínia para centros de dados, foi mais direta: “A governadora finalmente está sentindo a pressão, mas ainda ignora o incêndio.”

Analistas externos veem mais substância do que simbolismo. Scott Babwah Brennen, da NYU, chamou a ordem de incomumente abrangente, embora tenha advertido que sua força real dependerá das regras que a Virgínia acabar redigindo. A disputa política, em outras palavras, passou de se deve agir para até onde o estado está disposto a ir.