Notícia
14 de out de 2026
A IA da OpenAI ajudou na investigação de um dispositivo, mas o caso ainda é apenas uma acusação
A OpenAI afirma que seus próprios modelos ajudaram a expor uma ameaça interna, enquanto autoridades federais descrevem o suposto esquema de gravação como um risco potencial à tecnologia americana mantida sob sigilo. Mas as acusações contra o ex-engenheiro Abdulrahman Alfozan continuam sendo alegações, sem resposta pública de seu advogado e com uma investigação ainda em andamento.
Segundo investigadores federais, o suposto esquema começou no fim de setembro, quando uma conta de chatbot associada à esposa de Alfozan foi usada para buscar informações sobre a construção, ocultação e criptografia de equipamentos de gravação de áudio. Os promotores também afirmam que Alfozan usou uma ferramenta interna de produtividade para pesquisar reuniões sensíveis e locais de escritórios.1
Os investigadores acreditam que um dispositivo foi instalado por volta de 28 de setembro em uma sala de conferências de executivos no escritório da OpenAI em São Francisco. Dois dias depois, durante uma varredura de segurança, a OpenAI encontrou um dispositivo USB atrás de uma televisão, supostamente embrulhado em papel higiênico. A sala era usada para discussões sobre pesquisa proprietária, planos de produtos, relações com o governo e relações comerciais.2
O relato da OpenAI enfatiza tanto a contenção quanto a detecção. A empresa disse que usou seus modelos para analisar o dispositivo e rastrear sua origem até “um funcionário específico” que o havia instalado dias antes, e então encaminhou o caso ao FBI.3 A empresa restringiu gradualmente o acesso de Alfozan enquanto os agentes investigavam; os promotores alegam que, em 5 de outubro, ele voltou para olhar atrás da televisão, enquanto a segurança encontrou outro dispositivo semelhante em uma bolsa deixada em outro local do prédio.1
Em 9 de outubro, o FBI prendeu Alfozan, de 35 anos, e a OpenAI o demitiu. Ele foi acusado de usar um dispositivo para interceptar comunicações orais, um crime punível com pena máxima de cinco anos de prisão caso seja condenado.4 Os promotores enquadraram o caso em termos abrangentes: o procurador dos EUA Craig Missakian disse: “Para nós, trata-se de uma questão de segurança nacional.”5
A OpenAI afirma não ter encontrado indícios de que pesos de modelos, código-fonte ou dados de clientes tenham sido acessados ou retirados indevidamente.2 Alfozan ainda não apresentou uma declaração, e seu advogado não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, deixando o relato do governo sem contestação pública por enquanto.6