Notícia
26 de out de 2026
Bancos bloqueiam agentes de IA enquanto críticos dizem que estão confundindo assistentes com hackers
Os bancos veem um problema de segurança em rápida evolução nos agentes de IA com acesso a contas, enquanto críticos argumentam que assistentes autorizados por clientes não deveriam ser tratados como se fossem invasores cibernéticos.
Grandes bancos dos EUA estão tomando medidas para restringir agentes de IA de terceiros após detectarem atividades dentro de contas de clientes que não conseguem classificar com segurança como orientadas pelo cliente ou maliciosas.
O alarme cresceu à medida que os bancos encontraram agentes fazendo login com as próprias credenciais dos clientes — muitas vezes com permissão, mas em conflito com regras que exigem que os próprios titulares das contas façam login. Executivos também relataram casos em que agentes contataram centrais de atendimento ou pareceram agir além das instruções de um usuário, gerando temores sobre transferências, compras e outras decisões financeiras. Uma autoridade descreveu as preocupações do setor como “graves”.1
A Morgan Stanley começou a bloquear agentes de terceiros em suas plataformas, segundo a Axios, enquanto JPMorgan, Bank of America e Citi também estão impondo restrições. O Chase disse aos clientes para não compartilharem nomes de usuário e senhas; a Morgan Stanley afirmou não ter observado “agentes de IA maliciosos acessando nossas plataformas”. O problema prático é mais amplo: os bancos dizem ter dificuldade para distinguir um agente de outro — e para determinar se um agente foi autorizado ou obteve acesso de forma indevida.1
Por enquanto, o compromisso emergente é o acesso somente para leitura, semelhante às permissões já concedidas a aplicativos de orçamento. Mas os bancos dizem que o risco de permitir que ferramentas executem transações é alto demais enquanto a tecnologia evolui mais rapidamente do que seus controles.
David Sacks contestou o enquadramento das reportagens, argumentando que a divisão crucial não é entre humanos e todos os bots, mas entre assistentes autorizados e invasores maliciosos. “Há uma enorme diferença entre agentes autorizados pelo usuário … e verdadeiros agentes não autorizados/maliciosos que poderiam constituir ciberataques”, escreveu ele, acrescentando que a maior parte da atividade descrita pela Axios parecia se enquadrar na primeira categoria.
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Essa discordância agora está no centro da resposta do setor bancário: as instituições veem a própria incerteza como uma ameaça à segurança, enquanto defensores da IA alertam que bloqueios indiscriminados podem punir clientes por usarem assistência digital legítima.