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8 de nov de 2026
Scott Wiener conquista a cadeira de Pelosi, desafiando sua tentativa de escolher uma sucessora
A vitória de Wiener dá a San Francisco seu primeiro membro do Congresso abertamente gay e um defensor incisivo da moradia e dos direitos LGBTQ. Para Chan e Pelosi, porém, o resultado expôs os limites de uma campanha construída em torno do trabalho, das proteções aos inquilinos e da formidável rede política da ex-presidente da Câmara.
A candidatura de Connie Chan para suceder Nancy Pelosi começou com um impulso tardio, mas poderoso. O apoio de Pelosi ajudou a levar a supervisora de San Francisco à frente do ex-engenheiro da Stripe Saikat Chakrabarti nas primárias de junho e, em seguida, trouxe eventos de arrecadação de fundos, aparições de campanha e aliados democratas para o lado de Chan.1
Mas a eleição geral acentuou a divisão entre dois democratas com instintos de governo marcadamente diferentes. Wiener, o senador estadual, fez campanha pela expansão da construção de moradias no estilo da Califórnia e por levar regras de segurança para IA a Washington. Chan argumentou que sua agenda de desenvolvimento fazia pouco para proteger inquilinos de baixa renda e pequenas empresas, enquanto aliados trabalhistas criticaram seus conflitos com os sindicatos da construção civil sobre padrões salariais.2
O dinheiro destacou o contraste. Wiener arrecadou cerca de US$ 4,6 milhões, contra US$ 2,2 milhões de Chan, e se beneficiou de grandes gastos externos do grupo Abundant Future, apoiado pelo setor de tecnologia. Chan, apoiada pela Federação Trabalhista da Califórnia, atacou repetidamente sua dependência de comitês de ação política.2
A campanha também se tornou um teste da força de Pelosi em casa. Sua equipe condenou o chatbot de paródia de Chan criado por Wiener como depreciativo; ele o retirou do ar e pediu desculpas por ter “errado o alvo”. Ainda assim, os apoiadores de Wiener consideraram a reação exagerada, e analistas concluíram mais tarde que Pelosi havia tornado Chan competitiva sem conseguir entregar o distrito.1
Na quarta-feira, Chan reconheceu a derrota, dizendo que as cédulas restantes não ofereciam “nenhum caminho claro para a vitória”. Wiener liderava por 54,6% a 45,4% no dia seguinte. Pelosi elogiou a “coragem, convicção e profundo amor por San Francisco” de Chan, ao mesmo tempo em que desejou sucesso a Wiener.2
Para Wiener, a vitória tem um significado simbólico maior: ele será a primeira pessoa abertamente gay a representar San Francisco no Congresso. Ele apresentou esse mandato como um dever de lutar pelas pessoas LGBTQ e pelos americanos transgênero sob pressão, declarando que, se o representante de San Francisco não defender as pessoas marginalizadas, “então quem diabos vai?”3
A disputa, portanto, encerra uma era política sem resolver completamente o debate que a definiu: se a próxima voz de San Francisco em Washington deveria priorizar uma agenda de construção mais agressiva ou uma política progressista mais cética e centrada no trabalho. Wiener venceu essa disputa — e a sucessora preferida de Pelosi não.