Notícia
8 de nov de 2026
A corrida pelo Senado do Mississippi se transforma em um confronto pela contagem de votos
Para Colom e muitos habitantes negros do Mississippi, a contagem apertada representa uma oportunidade há muito adiada de representação e uma campanha construída em torno dos custos cotidianos. O lado de Hyde-Smith argumenta que apenas uma revisão rigorosa das cédulas pendentes pode proteger a integridade da eleição e preservar seu caminho para a vitória.
As raízes da disputa remontam a 2023, quando Hyde-Smith bloqueou a indicação de Colom para um cargo federal de juiz, apesar do apoio do outro senador republicano do Mississippi. Colom entrou posteriormente na corrida pelo Senado, insistindo que o cargo de juiz perdido não era sua motivação, e redirecionou a campanha para salários, hospitais, empregos e o aumento dos custos para as famílias.1
Uma resposta de Hyde-Smith em fevereiro, criadora de gado, tornou-se a arma mais contundente de Colom. Questionada sobre a disparada dos preços da carne bovina, ela disse que os consumidores tinham “tantas proteínas para escolher”. Colom transformou a declaração no anúncio viral “Escolha outra proteína”, retratando a titular do cargo como desconectada dos eleitores pressionados no supermercado.2
Na noite da eleição, essa mensagem sobre acessibilidade ajudou a transformar uma corrida antes improvável em uma perspectiva real de surpresa. Colom liderava Hyde-Smith por margens estreitíssimas enquanto votos permaneciam sem contagem — um desdobramento marcante em um estado que não elege um democrata para o Senado desde 1982. Para os apoiadores negros, o que está em jogo vai além do partido: uma vitória de Colom faria dele o primeiro senador negro do Mississippi desde a Reconstrução. “Eles agora sabem que seu voto importa”, disse a senadora Angela Alsobrooks, descrevendo o sentimento de possibilidade que encontrou ao fazer campanha no estado.3
A disputa agora passou da campanha para a administração dos votos. Os condados estão examinando votos por correio e por declaração juramentada, enquanto eleitores elegíveis com problemas de identificação têm até terça-feira para resolvê-los; os condados então têm até sexta-feira para certificar os resultados. O Mississippi não tem uma previsão de recontagem automática em todo o estado, deixando qualquer contestação ampla provavelmente para se desenrolar nos tribunais, condado por condado.3
A campanha de Hyde-Smith exigiu que todos os 82 condados separem as cédulas provisórias para revisão, dizendo que isso é necessário para verificar a elegibilidade. Os advogados de Colom chamam esse pedido de “ilegal e extraordinário”, argumentando que ele se afasta dos procedimentos normais e ameaça os direitos dos eleitores.1 Hyde-Smith afirma que “não vai recuar”, enquanto Colom pede paciência e confiança nos funcionários eleitorais locais. A margem final pode decidir não apenas uma cadeira no Senado, mas se o mapa político do Mississippi finalmente começou a mudar.3